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Dicas de SEO, usuários apaixonados, relatórios no GA e comportamento: UX pela Web

Screenshot da apresentação de Stephen Anderson

Dicas de SEO para designers e webwriters

A tal da Search Engine Optimization (SEO) tem ganhado bastante destaque dentro de projetos web. Não é pra menos, já que a maioria das sessões de navegação atualmente começam com uma busca no Google. Apesar de muitas diretrizes do SEO serem aplicadas no html, existem coisas que designers e webwriters podem fazer que também influenciam.

Mantendo usuários apaixonados pelo seu produto

Um bom produto deve ser como um relacionamento: mesmo depois daquele período inicial de paixão, é necessário manter a atração e a convivência. Essa apresentação do Stephen Anderson aborda esse assunto, e tem um dos melhores slides sobre gamification que eu já vi: ao invés de falarmos de mudar o comportamento do consumidor usando mecânicas de jogo, por que não influenciar o comportamento humano usando psicologia?

Relatórios personalizados para blogs no Google Analytics

Quem tem blog ou site sabe como é viciante acompanhar as métricas pelo Google Analytics. Esse artigo traz 5 relatórios personalizados ( os custom reports) com cruzamento de métricas interessantes para blogueiros: melhor hora para postar, % de novos visitantes por página, keywords que levaram às páginas mais visitadas, melhor hora para twittar e fontes de tráfego por landing pages.

Entendendo o básico de comportamento (e como influencia-lo)

AIs e designers de interação já aprenderam que não é possível prever perfeitamente o comportamento dos usuários. No entanto, nós podemos e devemos influencia-lo através do design, conduzindo-o a uma experiência satisfatória para nós e para ele. Para influenciar comportamentos, é necessário entender primeiro como eles ocorrem. Esse artigo do coletivo Johnny Holland faz um bom resumo das principais teorias comportamentais e como podemos aplica-las no nosso trabalho.

 

Como eu deixei de ser hardcore para ser casual: usuários, expectativas e pontos de vista

Eu sou uma jogadora de World of Warcraft, o MMO mais popular do mundo, há mais ou menos 4 anos. Isso quer dizer que eu vi duas expansões acontecerem e gastei mais horas do que deveria fazendo personagens, passeando por Azeroth e fazendo as famosas e temidas raids, onde 25 pessoas em lugares diferentes deveriam se coordenar, comunicar e realizar objetivos comuns. E olha que antes eram 40 cabeças.

E não é só isso. WoW é um jogo que pode alcançar níveis bem complexos de comprometimento. É praticamente impossível desempenhar bem seu papel sem tempo extra gasto em sites e fóruns especializados, estudando estrategias e discussões sobre as mecânicas do jogo. Tenho certeza que estudei mais para algumas raids do que para algumas provas da faculdade. E mesmo com todo esse estudo, não era raro passar horas no mesmo ponto, discutindo por voz e texto o que poderia ser feito para vencer mais um obstáculo rumo ao chefe final.

Screenshot do WoW

As pessoas que se comportam como eu me comportava são chamadas de “hardcores“. São uma parcela do público jogador que dedica uma boa parte do seu tempo livre para atividades dentro do jogo ou relacionadas. São também aquelas que veem o conteúdo antes de todos e que tornam-se populares dentro desse meio.

Eu costumava defender o nível elevado de dificuldade do jogo, alegando que aqueles que tem mais tempo para dedicar mereciam mais recompensas. Xinguei muito no twitter cada mudança de mecânica que tornasse o jogo mais “fácil”.

Repararam que usei o passado ali em cima? Bem, basicamente, duas coisas diferentes aconteceram que no fim tiveram o mesmo resultado: eu me formei e comecei a trabalhar full time e arranjei um namorado. Ou seja, o meu tempo, que antes andava sobrando, tornou-se mais e mais escasso. E tempo é a matéria prima que faz um hardcore. Ou seja…virei uma casual. Alguém que tem só algumas horas por semana livres para dedicar ao jogo entre outros hobbies.

Com isso descobri porque a Blizzard insiste em adequar o WoW para os casuais. A maioria das pessoas não vai dedicar tanto tempo para o seu jogo. A maioria das pessoas espera a satisfação mais básica que ele pode oferecer, matar o bicho e ganhar o prêmio, e elas não querem deixar de lado família, esposas e outros interesses por uma recompensa que só faz sentido dentro do próprio universo do jogo. E é a maioria das pessoas que paga a maioria das inscrições, e não a pequena parcela de jogadores que passa mais tempo jogando, sim, mas não deixa de ser a minoria.

Mas a lição mais importante dessa história pra mim foi a minha transformação de hardcore a casual. Como meu ponto de vista e minhas expectativas mudaram totalmente através de fatores que não tinham nada a ver com o jogo. Hoje eu comemoro as mudanças que facilitam, porque significa que no pouco tempo que tenho poderei aproveitar mais.

Isso só mostra o perigo, como arquitetos de informação e demais envolvidos no processo de planejamento e definição de estrutura e conteúdo de um site, sistema, que seja, de acharmos que somos como o usuário e que nosso ponto de vista corresponde ao dele. Até porque, dentro de um mesmo ambiente podemos encontrar usuários com interesses totalmente opostos porém objetivos comuns (no caso do WoW, tanto os hardcores quanto os casuais querem se divertir). A minha história só demonstra a importância da pesquisa prévia e do envolvimento com quem vai usar realmente o produto. Não podemos ser orgulhosos e acreditar na nossa incrivel capacidade de dedução, descartando dados sólidos para suportar nossas decisões.

Outra coisa importante é não assumir que estamos projetando um sistema fechado, nos quais os usuários são sempre os mesmos e não sofrem influências externas. Fatos que aconteceram totalmente fora do jogo me fizeram passar de um espectro a outro dos tipos de jogadores de WoW. Como nós podemos projetar pensando nessas possíveis mudanças, facilitar a transição e continuar oferecendo atrativos para todos?

Eu sei, parece óbvio, mas a verdade é que na prática essas considerações muitas vezes são deixadas de lado. As vezes é bom tirar a cabeça da água e respirar um pouco, ver o que está acontecendo fora do mundinho do projeto. Mas quando a coisa acontece com você, a mensagem acaba ficando mais forte.

Design de Interfaces 101 – Coisas legais da web #02

Já sentiram aquela sensação de dias temáticos, onde tudo que chega até você é sobre um assunto? Essa semana foi assim pra mim. Pelo reader, twitter ou indicação, recebi muito conteúdo legal sobre os princípios básicos que qualquer Arquiteto de Informação tem que ter na cabeça na hora de começar o projeto de uma interface.

O básico nunca é demais.

A partir de uma apresentação de slides sobre princípios de design de interação, Paul Seys, o pequeno surfista chateado, fez esse post que compila, basicamente, os pontos-chave para uma boa interface;

O SixRevisions, mantendo-se fiel ao nome, revisa as boas práticas para design de hiperlinks;

Entender sua audiência é o primeiro passo para um design de sucesso, como lembra o ThinkVitamin;

É claro que o básico, com a experiência, torna-se natural. Mas é sempre bom lembrar, não é?

Ah, e pra quem quiser ainda mais referências, a Kicker Studio compilou uma lista com artigos essenciais sobre Design de Interação, em ordem cronológica. Tem de Vannevar Bush a Don Norman, cobrindo quase 70 anos de pesquisas e ideias nessa área. Obviamente, não é pra sair lendo tudo, mas é um ótimo recurso de consulta e fonte de informações, além de ser um ótimo ponto de partida pra quem quer estudar a fundo sobre o assunto.

Btw, 101 é o código usado em universidades estrangeiras para as aulas introdutórias sobre um assunto.

De quem você gosta mais, do Google ou do seu Usuário?

Esse post é resultado das minhas reflexões em cima das palestras do CoéSEO, evento sobre search que rolou no SENAC Rio no dia 09 de outubro de 2010.

SEO, ou Search Engine Optimization, é por definição um negócio arriscado. Quando uma empresa é a dona da bola, tudo que ela, através de seus funcionários, diz, registra ou publica é motivo de análises e discussões pelos profissionais.

Gato e Rato

Adivinha quem é o profissional de SEO

Pequenas alterações no algoritmo de busca geram uma onda de testes e suposições nos sites especializados. Patentes registradas anos antes podem ser pistas de novos recursos. Lembro de um episódio do Search Cast (um podcast 80% sobre busca) que os participantes discutiam a possibilidade de uma nova ferramenta baseada em patentes de anos atrás!

Grandes mudanças na Interface, então, geram respostas inflamadas da comunidade. O SEO tem sua morte declarada uma vez por mês, praticamente.

Paranóia? Preciosismo? Numa indústria (e já é uma indústria, com contas milionárias) na qual conhecer o que está por vir é poder e melhores posições no ranking significam novos negócios, acho que não. Sabendo que tudo pode mudar amanhã, os bons profissionais não se acomodam e estão sempre atrás da próxima regra.

Mas então SEO é só prestar atenção no algoritmo, analisar algumas notícias e presto, sucesso instântaneo? O pessoal da área tem mais é que jogar as mãos pro céu e acreditar no são google?

De jeito nenhum.

A otimização para mecanismos de busca não está apenas no conhecimento do algoritmo e na melhor escolha de palavras-chave para links patrocinados. Afinal, encontrar a página é só o início da brincadeira. O cliente quer é que ela seja clicada, acessada, consumida e gere algum resultado que trará lucro pra ele – a popular conversão, minha palavra nova da semana.

Peter Morville, no subtítulo do seu livro Ambient Findability, diz que “você não pode usar o que não consegue encontrar”. E é verdade. Mas também não adianta nada encontrar e ser uma porcaria.

Muitas das práticas que ajudam o SEO estão relacionadas a Arquitetura de Informação, Design Centrado no Usuário, Usabilidade e Acessibilidade. Ou seja, tornam sua página melhor não só para os robôs dos mecanismos de busca mas também para os usuários, o mais importante – afinal são eles que geram conversão,  e não as aranhas do Google.

Assim, por mais que o algoritmo influencie e possa ser manipulado, otimizar um site e seu conteúdo contam a longo prazo.

Não adianta nada um site em 1º lugar se ele não é útil. Usuários entram nos resultados e voltam à página de busca o tempo todo. É um comportamento comum, bem documentado, e os modelos de busca atuais contemplam essa fase. A equipes por trás das ferramentas de busca sabem e tendem a facilitar isso.

É por isso que arquitetos e designers tem que entender de SEO. Não tem jeito, é importante, é a sigla da moda, é o que os clientes vão pedir sem nem saber do que se trata. Mas, no fim, muito disso envolve simplesmente fazermos o nosso trabalho do jeito – espera-se – que estavámos fazendo antes: pensando no usuário, oferecendo informação relevante e um jeito simples de consegui-la.