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Os 3 C’s da informação, o lado negro da usabilidade e trabalhando com conteúdo: UX pela Web

Eu sigo uma conta do twitter chamada @IfYouOnly, que tem como proposta uma vez por dia twittar um artigo interessante, normalmente “long form”. A ideia é: “se você só puder ler uma coisa hoje, leia isso”. Então, essa semana indico três artigos longos mas que valem a pena serem lidos. O fim de semana tá aí pra isso, não é? :)

pirâmide de usuários de conteúdo por Brian Solis

 

De consumidor a curador a criador de informação

Do Brian Solis, Curation Nation é um artigo-resenha do livro de mesmo nome que  fala um monte de coisas legais sobre a questão da curação de informação (uma das traduções mais infelizes do mundo). Apresenta o conceito dos “Grafos de Interesse” que estão se formando nas redes sociais, onde todo mundo tem o potencial de tornar-se um “hub” de um certo assunto e atrair followers e amigos interessados na mesma coisa. Ele divide as pessoas em consumidores (a maioria), curadores (apenas selecionam conteúdo e repassam)  e criadores, o topo da pirâmide, logo abaixo da elite (que provavelmente gera o assunto pros criadores). Ele diz também que o aumento do uso dos microblogs e da “micromídia” é uma oportunidade de transição para consumidores tornarem-se curadores e posteriormente criadores.

É uma visão bem interessante dos novos ciclos de informação e das mudanças de comportamento dos usuários ao encaixarem-se nele.

 

O Lado Negro da Usabilidade

Como profissionais que pensam no usuário, a usabilidade é uma das nossas principais bandeiras. Mas será que pode existir usabilidade demais? Esse artigo do Usability Post parte de uma dissertação holandesa para alertar sobre o perigo de interfaces que procuram sempre auxiliar o usuário. A pesquisa descobriu que em interfaces menos óbvias, os participantes internalizavam as informações necessárias para resolver o problema proposto e conseguiam replicar o pensamento para outros tipos de problema, ao contrário de interfaces que auxiliavam o usuário em todos os passos da tarefa. Obviamente, não aplicaria um conceito desses num caixa eletrônico, mas a ideia é bem interessante para uma interface voltada ao aprendizado.

 

Trabalhando com Conteúdo

Ah…o conteúdo. Esse aspecto da experiência do usuário é ao mesmo tempo um dos mais interessantes e mais difíceis de ser bem executado em conjunto com os outros aspectos. Mesmo sendo super importante para o sucesso de um projeto, costuma ser ignorado ou feito às pressas. O sempre ótimo A List Apart publicou um trecho do próximo lançamento da sua editora, Os elementos da estratégia de conteúdo. É um ótimo resumo e ponto de partida pra quem quer começar a entender e integrar estratégia de conteúdo em seus projetos.

Jquery, grid fluido, mobile e usabilidade não é coisa de hippie – Coisas legais da Web #06

  • Uma das coisas que eu descobri rapidinho nessa vida de arquiteta de informação é que não dá pra separar o conhecimento em caixinhas e tentar ser dono de uma. Outra coisa que eu descobri é que os desenvolvedores (tanto de interface quanto de sistema) são seus melhores amigos. Um jeito de cair nas boas graças deles é  saber da existência de jquery (um framework de javascript que ajuda e muito no trabalho deles). Esse post apresenta 50 controles fundamentais e componentes de interação em jquery. (via Speckyboy)
  • Você já ouviu falar de “responsive web design“? Não? Devia. É basicamente uma forma de construir seu layout para que ele brinque direitinho com vários tamanhos de tela, de mega-resoluções a mobile. E que tal um template de grid fluido em CSS pra ajudar o pessoal de interface? É bem legal ver o conteúdo se adaptando de acordo com o tamanho da janela. Vai lá, experimenta! (via Think Vitamin)
Exemplo de mobile sketching

Quero um bloquinho desses.

Um dia ainda faço um layout “responsável” pro blog. Mark my words.

Web 2.0 Summit, Fuso Horário, Usabilidade e SEO vs UX – Coisas Legais da Web #05

Mapa: pontos de controle da web

Web 2.0 Summit 2010

Essa semana está rolando o Web 2.0 Summit (conhecida anteriormente como Web 2.0 Conference), uma conferência organizada pela O’Reilly Media para discutir o estado e o futuro da Web 2.0. É caro e difícil de entrar – você tem que ser convidado – mas esse ano eles disponbilizaram um livestream de todos os painéis da conferência. Claro que não substitui a vivência e networking tremendo que quem está lá tem oportunidade de fazer, mas ao mesmo tempo é bem legal poder acompanhar de longe conversas com figuras importantes da indústria, como Eric Schmidt, CEO do Google, e Mark Zuckerberg,do Facebook. Se você não conseguir assistir na hora, os vídeos (e podcasts!) ficarão arquivados no site.

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Design de Interfaces 101 – Coisas legais da web #02

Já sentiram aquela sensação de dias temáticos, onde tudo que chega até você é sobre um assunto? Essa semana foi assim pra mim. Pelo reader, twitter ou indicação, recebi muito conteúdo legal sobre os princípios básicos que qualquer Arquiteto de Informação tem que ter na cabeça na hora de começar o projeto de uma interface.

O básico nunca é demais.

A partir de uma apresentação de slides sobre princípios de design de interação, Paul Seys, o pequeno surfista chateado, fez esse post que compila, basicamente, os pontos-chave para uma boa interface;

O SixRevisions, mantendo-se fiel ao nome, revisa as boas práticas para design de hiperlinks;

Entender sua audiência é o primeiro passo para um design de sucesso, como lembra o ThinkVitamin;

É claro que o básico, com a experiência, torna-se natural. Mas é sempre bom lembrar, não é?

Ah, e pra quem quiser ainda mais referências, a Kicker Studio compilou uma lista com artigos essenciais sobre Design de Interação, em ordem cronológica. Tem de Vannevar Bush a Don Norman, cobrindo quase 70 anos de pesquisas e ideias nessa área. Obviamente, não é pra sair lendo tudo, mas é um ótimo recurso de consulta e fonte de informações, além de ser um ótimo ponto de partida pra quem quer estudar a fundo sobre o assunto.

Btw, 101 é o código usado em universidades estrangeiras para as aulas introdutórias sobre um assunto.

Obrigada pela propaganda, Nielsen!

Jakob Nielsen, um dos nomes mais conhecidos da área de Usabilidade, inventor da análise heurística (um método de avaliação de interface), tem uma coluna quinzenal em seu site, chamada Alertbox.

Jakob Nielsen

Tio Nielsen. Modelo, só mental mesmo.

Nela, o Sr. Nielsen já falou de vários temas pop como usabilidade de iPads, scrolling e atenção do usuário, como escrever tweets, velocidade de carregamento de sites… Ok, talvez os temas só sejam populares pra gente.

Então qual não foi minha surpresa quando, ao receber na minha Inbox a mais nova coluna do parceiro do Donald Norman no Nielsen Norman Group, o assunto escolhido era…Modelos Mentais!

Acho que ele adivinhou minha mudança do blog. Corre lá e descobre porque esse é um dos conceitos mais importantes para a área de Interação Humano-Computador e Arquitetura de Informação.

Em inglês.

De quem você gosta mais, do Google ou do seu Usuário?

Esse post é resultado das minhas reflexões em cima das palestras do CoéSEO, evento sobre search que rolou no SENAC Rio no dia 09 de outubro de 2010.

SEO, ou Search Engine Optimization, é por definição um negócio arriscado. Quando uma empresa é a dona da bola, tudo que ela, através de seus funcionários, diz, registra ou publica é motivo de análises e discussões pelos profissionais.

Gato e Rato

Adivinha quem é o profissional de SEO

Pequenas alterações no algoritmo de busca geram uma onda de testes e suposições nos sites especializados. Patentes registradas anos antes podem ser pistas de novos recursos. Lembro de um episódio do Search Cast (um podcast 80% sobre busca) que os participantes discutiam a possibilidade de uma nova ferramenta baseada em patentes de anos atrás!

Grandes mudanças na Interface, então, geram respostas inflamadas da comunidade. O SEO tem sua morte declarada uma vez por mês, praticamente.

Paranóia? Preciosismo? Numa indústria (e já é uma indústria, com contas milionárias) na qual conhecer o que está por vir é poder e melhores posições no ranking significam novos negócios, acho que não. Sabendo que tudo pode mudar amanhã, os bons profissionais não se acomodam e estão sempre atrás da próxima regra.

Mas então SEO é só prestar atenção no algoritmo, analisar algumas notícias e presto, sucesso instântaneo? O pessoal da área tem mais é que jogar as mãos pro céu e acreditar no são google?

De jeito nenhum.

A otimização para mecanismos de busca não está apenas no conhecimento do algoritmo e na melhor escolha de palavras-chave para links patrocinados. Afinal, encontrar a página é só o início da brincadeira. O cliente quer é que ela seja clicada, acessada, consumida e gere algum resultado que trará lucro pra ele – a popular conversão, minha palavra nova da semana.

Peter Morville, no subtítulo do seu livro Ambient Findability, diz que “você não pode usar o que não consegue encontrar”. E é verdade. Mas também não adianta nada encontrar e ser uma porcaria.

Muitas das práticas que ajudam o SEO estão relacionadas a Arquitetura de Informação, Design Centrado no Usuário, Usabilidade e Acessibilidade. Ou seja, tornam sua página melhor não só para os robôs dos mecanismos de busca mas também para os usuários, o mais importante – afinal são eles que geram conversão,  e não as aranhas do Google.

Assim, por mais que o algoritmo influencie e possa ser manipulado, otimizar um site e seu conteúdo contam a longo prazo.

Não adianta nada um site em 1º lugar se ele não é útil. Usuários entram nos resultados e voltam à página de busca o tempo todo. É um comportamento comum, bem documentado, e os modelos de busca atuais contemplam essa fase. A equipes por trás das ferramentas de busca sabem e tendem a facilitar isso.

É por isso que arquitetos e designers tem que entender de SEO. Não tem jeito, é importante, é a sigla da moda, é o que os clientes vão pedir sem nem saber do que se trata. Mas, no fim, muito disso envolve simplesmente fazermos o nosso trabalho do jeito – espera-se – que estavámos fazendo antes: pensando no usuário, oferecendo informação relevante e um jeito simples de consegui-la.