Esse post é resultado das minhas reflexões em cima das palestras do CoéSEO, evento sobre search que rolou no SENAC Rio no dia 09 de outubro de 2010.
SEO, ou Search Engine Optimization, é por definição um negócio arriscado. Quando uma empresa é a dona da bola, tudo que ela, através de seus funcionários, diz, registra ou publica é motivo de análises e discussões pelos profissionais.

Adivinha quem é o profissional de SEO
Pequenas alterações no algoritmo de busca geram uma onda de testes e suposições nos sites especializados. Patentes registradas anos antes podem ser pistas de novos recursos. Lembro de um episódio do Search Cast (um podcast 80% sobre busca) que os participantes discutiam a possibilidade de uma nova ferramenta baseada em patentes de anos atrás!
Grandes mudanças na Interface, então, geram respostas inflamadas da comunidade. O SEO tem sua morte declarada uma vez por mês, praticamente.
Paranóia? Preciosismo? Numa indústria (e já é uma indústria, com contas milionárias) na qual conhecer o que está por vir é poder e melhores posições no ranking significam novos negócios, acho que não. Sabendo que tudo pode mudar amanhã, os bons profissionais não se acomodam e estão sempre atrás da próxima regra.
Mas então SEO é só prestar atenção no algoritmo, analisar algumas notícias e presto, sucesso instântaneo? O pessoal da área tem mais é que jogar as mãos pro céu e acreditar no são google?
De jeito nenhum.
A otimização para mecanismos de busca não está apenas no conhecimento do algoritmo e na melhor escolha de palavras-chave para links patrocinados. Afinal, encontrar a página é só o início da brincadeira. O cliente quer é que ela seja clicada, acessada, consumida e gere algum resultado que trará lucro pra ele – a popular conversão, minha palavra nova da semana.
Peter Morville, no subtítulo do seu livro Ambient Findability, diz que “você não pode usar o que não consegue encontrar”. E é verdade. Mas também não adianta nada encontrar e ser uma porcaria.
Muitas das práticas que ajudam o SEO estão relacionadas a Arquitetura de Informação, Design Centrado no Usuário, Usabilidade e Acessibilidade. Ou seja, tornam sua página melhor não só para os robôs dos mecanismos de busca mas também para os usuários, o mais importante – afinal são eles que geram conversão, e não as aranhas do Google.
Assim, por mais que o algoritmo influencie e possa ser manipulado, otimizar um site e seu conteúdo contam a longo prazo.
Não adianta nada um site em 1º lugar se ele não é útil. Usuários entram nos resultados e voltam à página de busca o tempo todo. É um comportamento comum, bem documentado, e os modelos de busca atuais contemplam essa fase. A equipes por trás das ferramentas de busca sabem e tendem a facilitar isso.
É por isso que arquitetos e designers tem que entender de SEO. Não tem jeito, é importante, é a sigla da moda, é o que os clientes vão pedir sem nem saber do que se trata. Mas, no fim, muito disso envolve simplesmente fazermos o nosso trabalho do jeito – espera-se – que estavámos fazendo antes: pensando no usuário, oferecendo informação relevante e um jeito simples de consegui-la.