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Arquitetura de informação para bibliotecários na UFRJ

Na última sexta feira, estive lá no campus da Praia Vermelha da UFRJ para falar sobre as oportunidades do mercado de Arquitetura de Informação para bibliotecários espertos e empreendedores. Também dei algumas dicas de como começar a aprender mais sobre a área, com dicas de cursos, livros e fontes de informação na Internet pra quem está a fim de estudar.

 

 

Aproveito para enfatizar ainda mais a minha mensagem: o jeito mais legal de aprender alguma coisa é fazendo. Para um mercado que não tem tantas oportunidades de estágio, especialmente aqui no Rio, ter um projeto próprio ou até um produtinho faz toda a diferença. Nem precisa ser a melhor coisa do mundo, o mais importante é mostrar que se tem vontade de aprender e interesse!

E, claro, me coloco a disposição de quem assistiu (ou até de quem não assistiu mas por algum motivo está lendo esse post) para responder mais perguntas e ajudar no que eu puder.

 

 

Social Media Brasil 2011: Eu fui e não voltarei

Aconteceu em São Paulo nos dias 3 e 4 de junho na Fecomercio, na 9 de julho, o Social Media Brasil 2011.

Logo do Evento

O polvo é até bonitinho, vai.

 

Evento “tradicional” entre o pessoal de comunicação, jornalistas, agências, etc. Vou falar logo: não curti. Achei o conteúdo fraco, por vezes jabazento e, na maior parte do tempo, superficial. Apesar do espaço físico confortável, a ausência de Internet e de coisas ainda mais básicas, como água, comprometeu e muito a infraestrutura e isso ficou óbvio nos tweets com a hashtag #smbr2011.

Além do mais, meu objetivo principal, que era conhecer mais sobre uma área que não é a minha, não foi atingido. E esse era o meu KPI mais importante.

Mas peraí, sua tonta, você conhecia a programação antes, por que se inscreveu?

Bom, eu tenho um certo complexo de patinho feio com meu curso de graduação. Eu aprendi muito sobre classificação, organização e usuários, mas acabei indo parar num mercado totalmente diferente daquele apresentado na faculdade (só pra vocês terem uma ideia, a maioria dos empregos da área de Biblio está no setor público). Assim, rola sempre uma ansiedade pra tentar entender melhor os coleguinhas, o trabalho deles e o que isso influencia no meu. Não tem jeito, estamos imersos num sistema complexo onde a arquitetura de informação influencia no seu SEO que influencia na sua conversão que influencia na sua métrica que influencia no seu branding e por aí vai.

Vejam bem, não estou dizendo que eu, como arquiteta de informação sou responsável por tudo que deve acontecer. Isso é prepotência, e, bem, burrice. Mas cada pedaço que eu conheço e entendo desse ciclo me ajuda sim a fazer melhor o trabalho que me cabe. Ou, no mínimo, a conversar melhor com os outros membros da equipe.

E com isso em mente, comecei a pensar. As mídias sociais não são só osso do pessoal “roots” de comunicação. Afinal, quem é que faz o site daquela ação foda ou desenvolve o algoritmo que classifica os tweets? Com certeza não são as mesmas pessoas que planejam. E projetar ou desenvolver com foco em mídias sociais não é mais um trabalho na fila pros AIs, designers e desenvolvedores. Tão aí os senhores Joshua Porter, Chris Crumlish e Gavin Bell que não me deixam mentir.

Não me parece que o nosso mercado está maduro o suficiente para termos eventos de nicho específicos sobre mídias sociais voltados para cada segmento da equipe. Por que não roubar uma página do TED e falar de Tecnologia, Entretenimento e Design tudo junto num lugar só? Dessa forma, além de promover uma oxigenação muito bem vinda dos palestrantes – pelo que eu entendi, as pessoas presentes foram (quase) as mesmas de sempre – ainda possibilita a troca de conhecimento entre profissionais de áreas diferentes.

Considerando a reação do público às palestras que fugiram um pouco ao modelo “case-mercado-publicidade”, acredito que isso acrescentaria muito mais aos participantes.

Eu posso estar errada, claro. No meu papel auto-imposto de observadora “de fora”, talvez eu realmente não tenha conseguido avaliar o aproveitamento relativo ao evento. Mas, de qualquer maneira, ficam aí os meus dois centavos.

Problemas de infra a parte – não menos importantes, afinal, gostaria de saber o que vai ser feito com o dinheiro pago à empresa de wifi que não forneceu o serviço, o qual foi prometido na inscrição – não pretendo ir ao Social Media Brasil 2012. Acredito que posso aprender o que for preciso numa boa conversa com os colegas. De preferência, direto no bar :)

Afinal, de onde vem os arquitetos de informação?

Essa é uma pergunta que, infelizmente, não dá pra responder com uma analogia barata de flores e abelhas.

E aqui está o “problema”. Arquitetura de Informação é multidisciplinar ao extremo. Ela não pertence totalmente a nenhuma área do conhecimento, mas toca e utiliza saberes de várias delas. Peter Morville (um dos autores do famoso Livro do Urso Branco) define a área como a interseção entre contexto, conteúdo e usuários. Ou seja, todo o nosso trabalho de uma maneira ou de outra envolve ao menos uma dessas áreas.

Diagrama Contexto-Conteúdo-Usuários de Peter Morville

Isso quer dizer que arquitetos de informação vêm de formações muito variadas. É possível encontrar gente de todo o tipo na profissão. Algumas áreas são mais naturais que outras, mas isso não quer dizer que formações “exóticas” devam ser descartadas.

Se você for nerd, ser arquiteto de informação é como se fosse uma classe de prestígio no D&D, ou um job secundário no Final Fantasy Tactics.

Pra mim, o principal pré-requisito para ser um arquiteto de informação é a vontade de aprender. O conhecimento está disponível para quem quiser através de blogs,  publicações e eventos. O mercado tem um potencial enorme, e falta gente.

Mas quais são as origens mais comuns de um arquiteto?

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