Arquivo da tag: like

Conhecendo o Facebook Open Graph Protocol

Atenção: esse post é uma prova gigante do quanto eu sou maluca por metadados e classificação. Prossiga com cuidado.

Logo do Open Graph Protocol

Há mais ou menos um ano atrás, o Facebook lançou um esquema de metadados chamado Open Graph, a fim de facilitar a integração entre páginas da web e o próprio facebook. Nas palavras deles, usando o Open Graph, você pode fazer qualquer página se comportar como um objeto do facebook, com direito a analytics e tudo.

A ideia dos desenvolvedores, no início, era usar tags de esquemas já existentes, como o Dublin Core e o foaf, além de meta tags do próprio html, mas no caminho eles perceberam que isso ficaria muito complicado, sem contar uma sopa de letrinhas. Assim, usando as especificações da W3C pro RDFa, o Open Graph reúne todos os atributos que eles julgaram úteis – os obrigatórios são:

  • Categoria: baseada nas páginas mais frequentes do Facebook, identifica a natureza daquele objeto. Pode ser uma atividade, um negócio ou um produto. Cada uma dessas categorias tem subcategorias que podem ser usadas pra refinar ainda mais essa classificação.
  • Um título “limpo”: sabe quando você manda uma página pra wall do Facebook e ela vai com o title superpoluído? Dessa forma você pode normalizar para um título mais agradável, sem as exigências de SEO.
  • Uma imagem: Ah, isso é bem interessante. Usando a tag de imagem do Open Graph, é possível associar uma imagem fixa ao objeto. Sem essa de mandar uma página pro Facebook e torcer pra cair uma imagem descritiva.
  • Uma URL canônica: eles pensaram em usar o rel-canonical, mas depois de consultarem usuários potenciais, perceberam que havia o medo disso impactar nos rankings de busca. Então incluíram essa tag.

Além dessas meta tags, que, no caso de uma página da web, ficam no <head>, existem também outras não obrigatórias porém recomendadas, como descrição e nome do site (para reunir páginas que pertencem ao mesmo site).

Usando o Open Graph com tags html

Exemplo de uso do Open Graph

Existem ainda tags que são usadas no conteúdo para identificar informações de contato, eventos, informações de vídeo, audio, etc.

Será que cola?

Apesar do principal objetivo deles com o Open Graph seja identificar esses elementos para incorpora-los aos dados do facebook em si, confesso que estudar sobre o esquema mudou um pouco minha opinião sobre a rede social. Através desse protocolo e da Open Graph API, que permite consultar praticamente tudo que está no facebook (se forem informações sobre os usuários, com a permissão dele, óbvio), é possível combinar o que está lá “dentro”, fechado, e o que está aqui “fora”, pra trazer mais contexto às informações apresentadas.

Por exemplo: não sou muito fã do conceito de busca social (e isso dá um post em si), mas pra certos nichos de consulta, é interessante contar com uma pequena ajuda dos amigos. O Yelp, site de reviews de restaurantes e negócios, e o Rotten Tomatoes, site de  reviews de filmes, já entenderam isso e levaram a integração além com o “Facebook Instant Personalization”, que dá grande destaque às opiniões e preferências das pessoas da sua rede de amigos.

Não sei qual é  o nível de adoção ativa (sem ser através do botão de like) disso – e nem sei se é usado por motivos “extra-facebook”, mas qualquer forma de organizar dados de maneira estruturada ganha um voto de confiança da minha parte. Considerando que uma das tags obrigatórias é exatamente de categoria, imagino as possibilidades de usar isso para desambiguação e oferecimento de informações exatas relacionadas a um tema. Afinal, o Facebook é a rede social mais popular do mundo, cada vez mais presente no Brasil e torna muito fácil para seus usuários manifestarem seus interesses – basta apertar “curtir”.

Além disso, ele é mesmo mais simples que os outros esquemas, porque não tem muito compromisso com abrangência, então não precisa prever “n” casos de uso, como acontece com os já citados Dublin Core e foaf, além de ter tags pensadas diretamente para objetos nativos da Web, como sites e blogs.

Obviamente, nem tudo são flores. o verdadeiro sentido do “Open” no nome do protocolo pode ser debatido: as informações são abertas, mas a forma como o usuário interage com elas é proprietária.

Ok, quero usar o Open Graph!

Bom, se você tem algum plugin oficial do botão de like no seu site, você provavelmente já utiliza. Mas se quiser um controle maior sobre a forma como as informações estão sendo passadas, no site oficial do protocolo você encontra o básico pra começar, como as tags e exemplos de aplicação. Lá também tem recursos para saber como usar o Open Graph com Java, PHP e Ruby.

O próprio Facebook oferece um gerador de botão de like e tags do Open Graph, prontinhas pra serem coladas no <head> da sua página.