Aconteceu em São Paulo nos dias 3 e 4 de junho na Fecomercio, na 9 de julho, o Social Media Brasil 2011.

O polvo é até bonitinho, vai.
Evento “tradicional” entre o pessoal de comunicação, jornalistas, agências, etc. Vou falar logo: não curti. Achei o conteúdo fraco, por vezes jabazento e, na maior parte do tempo, superficial. Apesar do espaço físico confortável, a ausência de Internet e de coisas ainda mais básicas, como água, comprometeu e muito a infraestrutura e isso ficou óbvio nos tweets com a hashtag #smbr2011.
Além do mais, meu objetivo principal, que era conhecer mais sobre uma área que não é a minha, não foi atingido. E esse era o meu KPI mais importante.
Mas peraí, sua tonta, você conhecia a programação antes, por que se inscreveu?
Bom, eu tenho um certo complexo de patinho feio com meu curso de graduação. Eu aprendi muito sobre classificação, organização e usuários, mas acabei indo parar num mercado totalmente diferente daquele apresentado na faculdade (só pra vocês terem uma ideia, a maioria dos empregos da área de Biblio está no setor público). Assim, rola sempre uma ansiedade pra tentar entender melhor os coleguinhas, o trabalho deles e o que isso influencia no meu. Não tem jeito, estamos imersos num sistema complexo onde a arquitetura de informação influencia no seu SEO que influencia na sua conversão que influencia na sua métrica que influencia no seu branding e por aí vai.
Vejam bem, não estou dizendo que eu, como arquiteta de informação sou responsável por tudo que deve acontecer. Isso é prepotência, e, bem, burrice. Mas cada pedaço que eu conheço e entendo desse ciclo me ajuda sim a fazer melhor o trabalho que me cabe. Ou, no mínimo, a conversar melhor com os outros membros da equipe.
E com isso em mente, comecei a pensar. As mídias sociais não são só osso do pessoal “roots” de comunicação. Afinal, quem é que faz o site daquela ação foda ou desenvolve o algoritmo que classifica os tweets? Com certeza não são as mesmas pessoas que planejam. E projetar ou desenvolver com foco em mídias sociais não é mais um trabalho na fila pros AIs, designers e desenvolvedores. Tão aí os senhores Joshua Porter, Chris Crumlish e Gavin Bell que não me deixam mentir.
Não me parece que o nosso mercado está maduro o suficiente para termos eventos de nicho específicos sobre mídias sociais voltados para cada segmento da equipe. Por que não roubar uma página do TED e falar de Tecnologia, Entretenimento e Design tudo junto num lugar só? Dessa forma, além de promover uma oxigenação muito bem vinda dos palestrantes – pelo que eu entendi, as pessoas presentes foram (quase) as mesmas de sempre – ainda possibilita a troca de conhecimento entre profissionais de áreas diferentes.
Considerando a reação do público às palestras que fugiram um pouco ao modelo “case-mercado-publicidade”, acredito que isso acrescentaria muito mais aos participantes.
Eu posso estar errada, claro. No meu papel auto-imposto de observadora “de fora”, talvez eu realmente não tenha conseguido avaliar o aproveitamento relativo ao evento. Mas, de qualquer maneira, ficam aí os meus dois centavos.
Problemas de infra a parte – não menos importantes, afinal, gostaria de saber o que vai ser feito com o dinheiro pago à empresa de wifi que não forneceu o serviço, o qual foi prometido na inscrição – não pretendo ir ao Social Media Brasil 2012. Acredito que posso aprender o que for preciso numa boa conversa com os colegas. De preferência, direto no bar :)