Classificando conteúdo com vocabulários controlados e folksonomias

Nesses tempos de web semântica e conteúdo estruturado, algumas palavras que antes só faziam parte do dia a dia dos bibliotecários e outros loucos por organização acabam aparecendo no radar de quem trabalha com web. E conhecer as diferenças e propósitos de cada um desses conceitos pode fazer toda a diferença no planejamento de uma busca, por exemplo.

Aprenda mais sobre vocabulários controlados e folksonomias, suas vantagens e desvantagens e quando usá-las em um projeto.

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Técnicas de UX para conhecer os usuários do seu site

Na última quinta tive a oportunidade de falar para o pessoal do Search Masters Brasil sobre pesquisa com usuários. Foi um grande desafio levar o tema para uma plateia super variada, com SEOs, produtores de conteúdo, desenvolvedores, publicitários…mas foi muito legal!

Slide título da apresentação feita no Search Masters Brasil 2012

Espero que o pessoal tenha se animado pra aplicar as dicas assim que possível. Pra ajudar, separei as principais referências que usei na apresentação. Todos os links estão em inglês (ainda é a melhor língua para material sobre UX).

 

O que fazer (e por que)?

Se você tiver que escolher, qual o melhor tipo de pesquisa para o seu projeto?

Desmistificando testes de usabilidade

Convencendo o seu cliente a fazer pesquisa com o usuário

Livro: The Inmates are running the asylum – Alan Cooper

Como criar um plano de pesquisa com usuários

O plano de pesquisa com usuários que os stakeholders adoram
 
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Por que a Microsoft matou o menu Iniciar no Windows 8?

A resposta para essa polêmica é simples: as pessoas pararam de usar ele.

Em uma entrevista para a revista PC Pro, Chaitanya Sareen, um gerente de produto da Microsoft, explicou que no Windows 7, que trouxe a possibilidade de fixar programas na barra de tarefas (um pouco como o launcher do OSX), eles observaram que as pessoas começaram a fazer isso em vez de acionar os programas pelo menu iniciar.

 

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Search Masters Brasil: finalmente um evento no Rio!

Cansado de pegar a ponte aérea pra ir nos eventos legais em São Paulo? É paulista e não tem como usar eventos fora do estado como desculpa pra passear ?  (~apaga) Não mais!

 

Marca do evento de search que será realizado no Rio em agosto

 

O SMBR será um evento de busca com cabeça aberta: além de SEO e PPC, palestrantes das áreas de Social Media, Analytics e até UX também terão seu espaço, mostrando que quem se foca em apenas um aspecto de um projeto digital está com seus dias de moleza contados. Ele acontecerá dias 9 e 10 de agosto (quinta e sexta) na FIRJAN, no Centro do Rio.

Eu estarei lá falando sobre UX e estou super feliz com o convite. Falei um pouco sobre as minhas expectativas para o evento no site oficial.

Pra quem quiser ingressos com desconto, é só correr no SEO de Saia e pegar o código. Espero ver vocês por lá!

Testando sem usuários: eyetracking automático vale a pena?

Eyetracking é uma técnica de pesquisa utilizada para observar o caminho dos olhos dos usuários durante testes de usabilidade. O resultado normalmente é apresentado na forma de um mapa de calor. Como todo método de pesquisa que envolve usuários reais, custa caro e leva tempo pra fazer direito – entre recrutamento, agendamento, execução e análise dos resultados.Por isso, acabaram surgindo alternativas na forma de ferramentas de “eyetracking sem participantes”, que usam algoritmos complexos para simular o olhar de um usuário. A maioria delas promete mais de 85% de precisão, se comparadas com testes reais.

 

Elementos avaliados pelo algoritmo de uma ferramenta de eyetracking automática

Elementos do algoritmo de uma das ferramentas disponíveis no mercado.

 

Parece ótimo, né? Bonito, barato e científico. O argumento que você precisava pra convencer aquele stakeholder mala. Mas… será que é tudo isso mesmo?
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Arquitetura de informação para bibliotecários na UFRJ

Na última sexta feira, estive lá no campus da Praia Vermelha da UFRJ para falar sobre as oportunidades do mercado de Arquitetura de Informação para bibliotecários espertos e empreendedores. Também dei algumas dicas de como começar a aprender mais sobre a área, com dicas de cursos, livros e fontes de informação na Internet pra quem está a fim de estudar.

 

 

Aproveito para enfatizar ainda mais a minha mensagem: o jeito mais legal de aprender alguma coisa é fazendo. Para um mercado que não tem tantas oportunidades de estágio, especialmente aqui no Rio, ter um projeto próprio ou até um produtinho faz toda a diferença. Nem precisa ser a melhor coisa do mundo, o mais importante é mostrar que se tem vontade de aprender e interesse!

E, claro, me coloco a disposição de quem assistiu (ou até de quem não assistiu mas por algum motivo está lendo esse post) para responder mais perguntas e ajudar no que eu puder.

 

 

Explicando Analytics em 5 minutos [vídeo]

Quando ouço falar de Analytics, na maior parte do tempo as pessoas querem dizer a ferramenta, Google Analytics. Mas o termo, que não tem uma tradução boa, também se refere à disciplina de extração, análise e produção de insights baseados em dados, que podem vir da web ou não. O vídeo, em inglês, a seguir faz um bom trabalho de explicar (e ilustrar) isso:

 

What wasn’t visible before is becoming visible for the first time, and this will change the conventional wisdom of business forever. And that’s how it works.

 

 

Fonte: online-behavior.com (o post original contém um transcript do vídeo, se você preferir ler).

Como funciona o Open Graph

botão de like do facebook

A Wired publicou um artigo sobre o Open Graph que detalha o funcionamento da tecnologia semântica do Facebook, que acabou de fazer 5 anos. A estrutura de objetos e relacionamentos entre eles é a base que permite ao EdgeRank exibir aquilo que é relevante para você na página. Recentemente, o Facebook abriu sua plataforma para os desenvolvedores incluirem seus próprios objetos e criar novas relações além do “curtir”, alimentando, dessa forma, a quantidade de informações estruturadas que a rede social possui sobre seus usuários.

Infelizmente, será quase impossível que o Google, por exemplo,  adote um padrão do rival, ainda mais dentro dessa guerrinha que as duas empresas se encontram atualmente. Mas de qualquer maneira, o incentivo à adoção do Open Graph é mais um passo em direção à adição de contexto aos nossos dados – mesmo que, por enquanto, o maior beneficiado disso seja o próprio Facebook.

 

Compartilhando nas redes sociais: com atrito ou sem atrito?

As mudanças recentes no Open Graph do Facebook, junto com a introdução anterior do ticker, trouxeram uma discussão bem interessante sobre o compartilhamento de atividades na rede social. Agora, a permissão dada a alguns aplicativos significa que tudo que lermos, ouvirmos ou assistirmos através dele será publicado. Essa facilidade seria uma benção ou uma maldição?

Exemplo do Spotify no ticker

 

Na física, atrito é o que acontece na interação de um corpo com outro em presença da gravidade. Como dizia um professor meu, nós só estamos aqui por causa do atrito, que permite a existência de carros, mas também provoca aquele barulho irritante de unha no quadro negro.

 Mas o que seria “atrito” em uma interação na web?

Para mim, tem a ver com a dificuldade de realizar uma ação em um site. Essa dificuldade pode existir intencionalmente, por segurança ou limitações técnicas, ou por acidente, como em projetos mal planejados e não testados.

Em alguns casos, o atrito trabalha a favor do usuário. É um passo de segurança importante confirmar sua identidade no Internet Banking, através de uma senha, por exemplo. Em outros, pode ser tão irritante que faz com que ele desista de realizar a tarefa.

Compartilhando sem atrito: curtir ou não curtir?

Para alguns, a diminuição do atrito foi positiva: o Spotify, um dos beta testers do novo Open Graph, ganhou mais um milhão de usuários após o anúncio da integração na f8, a conferência de desenvolvimento do Facebook, mesmo com as críticas à necessidade de ter uma conta na rede social para usar o serviço.

Já pesquisadores do Microsoft Research acreditam que a remoção do atrito pode banalizar o ato do compartilhamento, afinal, o usuário não escolhe mais intencionalmente o que compartilha. Isso traz também conseqüências importantes para a privacidade: sem a ação de compartilhar, podemos esquecer que tudo está sendo enviado para o stream e correr o risco de mostrar para o mundo que curtimos um tecnobrega no meio da tarde.

Em tempos de dieta de informação, “abrir a porteira”  das nossas atividades seria o equivalente a ir num rodízio de pizzas todos os dias? Ou mais oportunidades de criarmos conexões e encontrarmos semelhanças e diferenças entre os nossos contatos?

 

Nota: tive que procurar uma imagem do ticker porque o Facebook simplesmente não liberou pra mim. Fonte: Socialsafe.net

 

Preview de Stencil para Omnigraffle

Como documentar interações de toque?

Se você já participou de algum projeto para mobile , já deve ter encontrado essa dúvida na hora da documentação: como indicar quando e como as interações de toque serão usadas? Como nem sempre é possível construir um protótipo para mostrar, e escrever fica meio…estranho (“quando o usuário tocar, segurar e fizer um movimento de pulso com três dedos…”), é necessário encontrar uma maneira de deixar claro como o seu produto deve se comportar nas interações do usuário.

Preview de Stencil para Omnigraffle

Uma forma de fazer isso é utilizando uma sinalização dos tipos de toques possíveis. A vantagem é que fica bem fácil especificar quais interações funcionarão nas regiões do app. A desvantagem é que a equipe inteira deve conhecer os sinais, o que pode ser resolvido com uma “legenda” em algum lugar da documentação.

No Omnigraffle, eu tenho usado bastante esse stencil com os gestos que encontrei no Graffletopia. Uma coisa legal dele é que a referência já vem pronta, e ele ainda fica organizadinho na paleta (uma das coisas mais legais do Omni, aliás). Se você prefere algo mais low-profile, há essa opção com as direções dos movimentos, mais minimalista.

Os usuários de Axure não precisam ficar chupando o dedo (#infame)! Essa library com gestos baseados no trabalho do Dan Saffer está disponível para o programa.

E as animações?

Um outro aspecto da documentação que é bem difícil de comunicar e padronizar são as animações de conteúdo. Será que aquele painel desliza ou é um pop-over? O que acontece quando você expande um stack de fotos? Muitas vezes, essas animações fazem a diferença entre uma interface boa e uma interface encantadora, não é?

Pensando nisso, Johannes Tonollo, um estudante da Universidade de Potsdam, na Alemanha, criou um site para acompanhar sua monografia que faz exatamente isso.

Meaningful Transitions categoriza e exemplifica vários tipos de animação que podem aparecer nos sites e apps, e ainda indica os melhores usos para elas. Referência certa para a equipe!